quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paranóias


Quando desenvolvemos o ar de superioridade novas lentes colocaram-se diante de nossos olhos para vermos através delas o mundo (as pessoas). Ao fazermos crítica ao próximo temos que tomar cuidado, pois o discurso que pode estar por trás das nossas falas (críticas) seja o veneno contra nós mesmos, e essa nova forma de vermos a realidade que dizemos ter adquirido não passar de uma cegueira irreversível. Será que quando uma pessoa se coloca acima dos outros porque partilhou de alguma experiência impar, ou viveu em lugares que muitos gostariam de conhecer, essa pessoa pode proclamar-se melhor que todo mundo?
Quando estamos em terras estranhas não podemos esquecer-nos de carregar sempre conosco a virtude humildade, porque o perigo estar velado aos nossos olhos. Isso não é um convite à paranoia (pelo viés ideia de ser perseguido), mas ao respeito às diferenças étnicas, religiosas, socioeconômicas, educacionais, e ao outro enquanto ser humano.
O conceito exagerado sobre si mesmo é paranoia, e todos nós estamos susceptíveis a diferentes tipos de manifestações dela. Temos que sermos críticos de nós mesmos porque somos seres inacabados, inconstantes, sempre em formação. Concordo que não somos iguais. “Mas somos seres humanos Homo Sapiens, nisso somos iguais”. Admito que não sejamos iguais por uma série de razões, entre elas a diversidade cultural e diferenças socioeconômicas. Mas nem por esses ou outros fatores que nos desigualam haverá uma hierarquia de desprezo um para com o outro, e sim que se crie uma relação de solidariedade e dependência, ou será que somos independentes ou emancipados de tudo e todos? Nunca.
Por causa das fraquezas de muitos os menos fracos se beneficiam sustentando suas famílias, e garantindo a realização de sonhos de um curso superior em uma Instituição Federal.
E aonde chegamos? Seremos soberbos ou agradecidos pelas oportunidades que a vida nos deu? Trataremos o próximo com arrogância ou ajudaremos aqueles que querem ajuda?
Se formos tão bons quanto achamos ser porque a realidade continua quase a mesma?
Temos sonhos e os outros não, então por que eles não são realidade? O Campus de Tocantinópolis tem muito para crescer e isso vai acontecer quando os alunos, professores, técnicos, a comunidade e todos acreditarem nessa possibilidade e se verem como agentes da história que estamos construindo, dos feitos que permanecerão para as novas gerações desfrutarem. Hoje colhemos o que outros plantaram.
“Escrito por Sanches em 10 de Abril de 2011, ás 11h00min da manhã.”

Ilusões Reproduzidas

 
 
 
Já ouvir dizer que a fala das pessoas são cheias de intenções e que em todo discurso predomina alguma Ideologia ou muitas Ideologias. Estudiosos afirmam que a pessoa ao contar um fato que se passou em sua vida, não conta como ele realmente aconteceu, mas de uma forma ideológica.
“Ilusão da cabeça de cada um”, é uma expressão bem conhecida vulgarmente. Acho interessante como e porque nós reproduzimos as ilusões dos outros, a maneira que as agarramos e lutamos para torna-las reais. Procurarei ser mais claro, pois a questão é como o passado ilusório de uma pessoa intervém no presente de outra?
A confusão mental de muitas pessoas ocorre quando se mistura a verdade com a mentira. Nem sempre o recurso da fala nos possibilita a visualização de todos os ângulos da situação descrita sem que ultrapasse disso, e poucas pessoas detêm o poder de manipular a linguagem de maneira objetiva dando o máximo de segurança no que se pretende ser realizado.
A maioria dos feitos que vamos realizar nos baseamos nas experiências de outrem, até aí tudo bem. O problema estar quando nos fundamentamos nos atos dos outros de tal forma que breque a criatividade e o bom senso para situações específicas que acontecem conosco.
Conseguir discernir o que é material do que é ilusório no diálogo é uma das chaves para o sucesso nas relações que desenvolvemos com os nossos semelhantes. O desvencilhamento de muitas ilusões permitirá trilhar caminhos podendo percebê-los com os olhos desvelados, é esse tipo de segurança chamada realidade que uns buscam e outros têm medo.
 
Por: Sanches Jr. (dynisson7@gmail.com)