segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Analfabeto Diplomado

Por Crispino Silva



Sou um analfabeto diplomado, tenho o certificado do ensino médio, sou o produto final do sistema de educação básica, tentarei mostrar porquê: Primeiro tenho que esclarecer que o sistema foi generoso comigo, permitiu o meu ingresso na universidade (de ensino gratuito, a pública), no ensino superior. O bom da coisa é que: não sei escrever corretamente, porque minha professora de português (na época do ensino básico) tinha uns trezentos alunos para dar conta em quarenta horas semanais. Ela está desculpada, pois uma só cabeça para tantas mentes geniais e bizarras, haja neurônios... Nesse ponto eu não era importante.
O problema é que a baixa concorrência para alguns cursos superiores, ou melhor a falta de alunos prontos, dotados de super-habilidades, como capacidade de leitura interpretativa de textos teóricos, causaram indignação no contra sistema, que quer me excluir do ambiente universitário, desta casa tão linda, que me proporciona livros, internet, bolsa de assistência estudantil, cinema (cineclube) e liberdade de expressão, que prefiro até mesmo economizar para depois vendê-la em troca da minha existência sem incômodos.
Sou resultado de um problema cultural, de más políticas educacionais. Fruto do egoísmo da falta de voluntários e solidariedade com os “cegos” (cegos criticamente). Omissão por parte daqueles que nos fazem de tapete, ou nos tratam como insetos. Como as baratas, por exemplo, que podem ser esmagadas e odiadas por causa do odor que liberam. Mas nem toda barata tem a mesma sorte, algumas são alimentadas com fezes das fossas, com o lixo que sobra das mesas dos que se empanturram e não tem capacidade de consumir tudo que acumularam a custa dos “sangues de baratas” dos insetos “sem cérebro”, cegos (criticamente), mudos (por omissão), prisioneiros (reféns dos favores dos tiranos), simples gentes desejosas apenas de poderem sobreviver às calamidades que caem sobre seus crânios. Catástrofes advindas do capitalismo, da ganância, ou de sei lá o quê...
Preocupação, reflexão, pensamentos em busca de uma conclusão que seja solução, ideias em ação. Esforço em vão? Será? Penso... Penso... Penso... Penso e sinto um mau cheiro, e aí alguém diz: Você não nasceu para pensar, mas para enriquecer os filhos da pu... Pois serviço mecânico, braçal, “de pouca” qualificação, de menor salário, de status inferior (também sou proletário, e como sou), é onde “todos” (desculpe, a maioria) podem sobressair-se. A vida moderna parece não ter sentido. Dizem que Deus não existe. E agora? Ferrei-me. No entanto, apresentam respostas contraditórias empurrando-as goela abaixo, igualzinho a situação de dar remédio a um inválido de razão, e no meu caso deficiente de consciência.
O silêncio do pobre é economia de munição para as armas dos dominadores. Os fracos só são fortes juntos e com astúcias elaboradas pelos mais sonhadores, que não tem medo de morrer por ideais de justiça ou ideais utópicos contagiantes.
Relações interpessoais no ambiente estudantil
Voltando ao assunto relações estudantis. Nem sei se tenho motivação para aproveitar a vida acadêmica, muito esperada nos tempos de segundo grau. No primeiro período fui aluno participativo e admirado. No segundo semestre um desastre. No terceiro semestre já nem mesmo sei quem sou. Os alunos especialistas em “problemas humanos” (alguns veteranos) tiveram as melhores e mais enfeitadas explicações para o meu caso e de muitos outros alunos que despencaram do pódio ou que ficaram preso nas peneiras da dificuldade. Os que se fingem de bonzinhos, te adornam com adulações. Bajulações. Uma boa quantia de graduandos mais objetivos, atropelam todos esses personagens, e situações, para que obtenham o mais rapidamente suas formações técnicas. Assumiram seus compromissos com o mundo do capitalismo selvagem explicitamente, não querem saber de mais nada, nem política, nem nada,alienaram-se ao conhecimento morto.
Denuncia (indignação)
Reconheço que devo melhorar, e que alguns colegas meus são demagogos e hipócritas. Se endeusam por terem se saído bem em algumas disciplinas e terem superado muitas de suas dificuldades por causa da paciência de bons professores. Mas continuam com muitas deficiências e não as enxergam. Não me importa se estudaram em escolas melhores do que as de Tocantinópolis. Poderiam fazer o favor de não se acharem superiores a tal ponto de inferiorizar e discriminar, os que nessa universidade (UFT - campus de Tocantinópolis) buscam aprender, e não negam suas dificuldades.
O melhor remédio: Solidariedade
Quem assim procede, se achando o tal e não é ninguém, na minha opinião: “não passa de um babaca, insolente, um merdinha, que não contribui para a melhoria de nada. Mas quem realmente detêm habilidade e facilidade de aprender e não vira um monstro quando se torna estudante universitário, e ainda promove alguma coisa em prol de seus colegas, esse sim deve ser reconhecido pela sua contribuição social, pela capacidade de conciliar conhecimento científico, egocentrismo e solidariedade, que é o exemplo de formação humana”. Procedendo assim, creio que o “bom sistema” continuará permitindo à muitos de seus frutos -os filhos dos trabalhadores, os excluídos, você e eu, que penaria muito para pagar um curso superior em uma faculdade particular- estudar numa universidade pública.

*Crispino Silva é estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Tocantins. Escreve poéticas críticas para o jornal Boa Vista em Foco.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Para refletir






Movimento estudantil e Capitalismo?

A derrubada de um tirano, contudo, é um dever de todo o povo, e não de qualquer indivíduo em particular e, se for feita por iniciativa de um ou de apenas alguns indivíduos, pode fomentar a divisão do povo e levá-lo a uma outra espécie de mal, que é a completa desintegração da sociedade, ou seja, a anarquia. (MACIEL, 2008, P 19)

Com base no parágrafo acima, contextualize as seguintes palavras para o campus de Tocantinópolis 
Tirano = __________,  __________,  __________, ___________,   _______________
Povo = _______________, ___________, _______________, __________________
Sociedade = ________________,   ___________________,    ____________________

O capitalismo tem uma dimensão do tamanho do que eu não posso ver. Trancafiei-me em uma caverna, com medo das informações passarem pela minha cabeça e causar em mim o inconformismo com o mundo.
Candidato:

- “Prometo governar arbitrariamente e conforme os meus interesses...”

E o resultado: Oitenta por cento de aprovação.

O questionamento seria: Para que serve o movimento estudantil?

A nossa economia capitalista, política capitalista, organização social capitalista, pensamentos seguido da seguinte proposição: “O que você pode oferecer? Até aí entendido, já que se ingressa em curso técnico, superior, médio, fundamental, pós-graduação, especialização, tudo com vistas ao capital, “ao ganha-ganha”. Preparação para o mais lindo e exuberante mercado de trabalho. Como é que fica a relação movimento estudantil, capitalismo e aspiração altruísta? Existe a tal luta pelo bem comum (aqui)?
Seria o que? O capitalismo as forças das potestades dos demônios, o movimento estudantil uma incógnita com ideais superados pelo o individualismo alienante, que não consigo ver, mas sabemos que existe porque fomos rotulados assim?
Ainda bem que compreendi perfeitamente, da maneira que me instruíram que a universidade (estudantes) é algo separado da sociedade. Que a iniciativa estudantil deve partir dos “patrões” (co-ro-né), dos que estão no topo da hierarquia ou daqueles que se dizem ser melhor do que a gente. E na luta das formigas contra o elefante. As formiguinhas vencerão, pois elas estão cheias de veneno até a alma!

Por Crispino Síliva no dia dezoito de outubro de 2011 ás 13h51min. Publique também suas idéias s, criando um debate política nesse espaço acadêmico.

A vila onde moro se chama:COMODISMO.

“The village where I live is called laziness”
“El pueblo donde vivo se llama pereza”

Primeira pessoa. É bem aqui neste lugar perfeito/imperfeito que se dá a loucura. A revolta. Horas de segunda a sexta. Preocupações nos sábados e domingos. Sem total paz no feriado. Nas conversas por telefone sou cobrado. Durante á aula é uma encheção de saco! Não conseguiram ver as horas que dediquei lendo coisa difícil de entender. Para depois não levarem nada em conta os esforços empreendidos?
Eles são nossos funcionários, pagos com nossos impostos e se acham os tais. Merecem honras por terem chegado na “pós...” ou acima disso. Mas o interessante que ainda se parecem gente, e se acham deuses. São especializados em determinados assuntos, entretanto em outros que dominamos muito bem, eles são umas aberrações. Então para que nos oprimir?
Espaço geográfico delimitado, um extenso lote. Com vários prédios para designar as atividades de seus aparelhos. É aqui nesse lugar que a história e as estórias de muitos “acontece”. Gentes que se deslocam de metros á muitos quilômetros. Transitam por asfaltos bons e precários, por estradões de poeiras e lamas. Deixam em casa suas famílias. Falam para os conhecidos estou indo para á... Tornar-me um (a) erudito (a)... Um crítico... Alguém capaz de...  Fazer a “diferença”... No trabalho... Na “sociedade”. E perguntam qual o curso que você faz? “Ah eu curso... Serei um professor de...” Esse pessoal que se locomove: Às vezes a pé, de ônibus, a cavalo, de bicicleta, moto, carro, barco, balsa e diversas condições... Melhor ir ao assunto: Será que estes diversos transitantes estão aqui por que querem fazer graça para aqueles que lhe são superiores? (pelo menos uma porcentagem deles se acham os maiorais)
E o silêncio continua na hora dos sermões dentro do ambiente de ensino/aprendizagem... Alguns destes oradores até usam tom de voz complacente... (deixa só ver a hora da avaliação a boa intenção) Todos só ouvem ninguém contesta, quem é que tem razão? Não somos “todos” irresponsáveis? Por que você não leu? Vocês têm deficiência nisso, isso, assado e ponto beléu! Mas e aí? É uma vida de quatro anos (geralmente para mais do que para menos), e estamos aqui dando motivos para sorrirem da nossa cara?! Excelência?! Objetivo?! Sonho?!  

Necessidade?! Revolução?! Babaquice?! Discurso de alunos arrogantes compactuantes e supremos?! Porventura falei de cantina de duzentos mil? Para mim como para muitos outros, não sabemos de nada disso. Alguém ouviu falar de cantina cara, mais absurdamente cara como os olhos da cara? Nem mesmo sobre “casa do estudante”, “mestrado”, ou qualquer outra pretensão, que se dissesse que seria uma conquista para os moradores da região do bico do papagaio, e estudantes filhos da classe dos trabalhadores, que ocupam este espaço mostrando os reflexos da realidade social.Eu?!... Sou apenas um pobre que estou vidrado no alimento que me dão para comer. Não enxergo, além disso (internet grátis, e o status de universitário), não consigo ver nem mesmo as mãos que me servem. Depois de saciar minha fome... O melhor a fazer é deitar em berço esplêndido. E o mundo que continue pegando fogo! Aceitei o rótulo: de que a atividade de pensar, está para além de mim!
Extenso lote aparelhado com “emblema de Educação Superior”. Pode ser o palco do ridículo, pode ser o palco das artes criticas, pode ser o palco dos que falam gritando sem razão. Aqui também pode ser apenas a geografia da perca de tempo! No entanto pode ser o berço dos revolucionários. Daqueles que revolucionarão suas próprias vidas para melhor.
Não dá para perder tempo. Não devemos sair daqui pior do que entramos. Vivemos na sociedade capitalista (oh afirmação mais...): TEMPO é dinheiro! Eu quero mergulhar no mercado de trabalho e ter meu próprio emprego (quem não quer?). Quero adquirir conhecimento o suficiente para me tornar competente. E as teorias aqui estudadas para que me servem? Não é para me tornar capaz de pensar a realidade social, pesquisar e escrever sobre a mesma? Para que mais vale essa merda de graduação? O que mais falta aqui neste local que tanto me incômodo, com não o sei o quê? Será que sou o único que de vez em vez questiono o fim destes estudos, do tempo empreendido, do dinheiro com as apostilas, de assistir as evasões dos meus colegas de curso, da preocupação com a nota do ENADE e da insatisfação de alguns professores, e de qual é a verdadeira leitura da realidade que não tenha por detrás de si, interesses pretensiosos de cunho pessoal?
Não sei de nada, nadinha de nada, de nada mesmo... Sou apenas o analfabeto com diploma do ensino médio, que estou cumprindo o meu papel de fazer palhaçadas, e ser ignorado como vazio de ideias, desprovido da capacidade de perceber o mundo, porquê ainda vivo no senso comum e não tenho direito de opinar. A verdade é que estou na passividade, a vila em que moro, chama-se: COMODISMO!!! 

 
Por ele mesmo (Dynisson Sanches).
De manhã, na biblioteca da UFT. No dia 05/12/11

Utopias no bico

        

 

 

        No inicio do curso e até mesmo antes me fizeram acreditar que ser cientista social era ser louco por revolução e questionador da sociedade e suas relações com os indivíduos. Até agora conseguiram provar para mim o contrário, que buscar ser um intelectual que tenta mediar conhecimento e práxis para gerar revolução é ser utópico.

E qual a importância das utopias para a humanidade e até onde elas mudaram a realidade?
Pensar outra realidade política, outro comportamento do homem em suas relações com a natureza possibilitando um desenvolvimento sustentável e reflorestamento do planeta é ser utópico, se nos prendermos apenas a realidade vigente.
O que muito contemplei na academia de Ciências Sociais aqui no Tocantins foi uma constante briga egocêntrica que acontece mais em um âmbito privado em vez de discussões dos problemas e oportunidades que demandam uma análise cientifica e, um debate (dos professores) com e entre os acadêmicos. A minha esperança era de um impacto imenso do curso de Ciências Sociais aqui na região do Bico do Papagaio.
Uma das dificuldades que se evidenciou para mim, através da fala dos meus colegas estudantes de curso, é de estagiar, por falta de vagas nas escolas do município de Tocantinópolis e a locomoção para outras cidades vizinhas, pois não lhes é dado nem um auxílio financeiro para isso. Pode ser muito benéfico para as escolas receberem um estagiário das ciências sociais, quanto mais longe ela for do Campus de Tocantinópolis, a Universidade Federal Do Tocantins estará cumprindo seu papel social. Melhor ainda se fossemos estagiar em cidades mais distantes como Araguaína, Esperantina, Arraias, Palmas. Muitas escolas precisam da visita desses acadêmicos (das ciências sociais), e da ação deles de fazerem uma leitura da realidade do Estado (Tocantins), e pensar em escrever a sua história.
Se tivermos o objetivo de fazer com que os “futuros-cientistas-sociais” (como diz o professor Dr. Renato) visitem pelo menos uma escola pública de cada cidade do Tocantins, então, o problema seria invertido, para a necessidade de abrir-se mais outro curso de Ciências Sociais (em outra ponta do Estado, de preferência a 800 km daqui do Campus) para atendermos a nova demanda de escolas solicitando a contribuição dos acadêmicos.
Muitas ideias podem surgir se houver comprometimento do futuro cientista social enquanto ser intelectual individual e integrante da sociedade. 
 (Escrito por Sanches Jr. Às 15h30min do dia 06/05/2011).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vidas Ceifadas, se foi meu professor.




Inicio de um novo ano. Esse começou com muitas lágrimas, mais que o suficiente para arrastar casas e destruir estradas. Corações com erosões, inseguros por causa do “estado de natureza” á que retrocedem os homens da nossa Tocantinópolis. Nem se pode saber mesmo qual é a hora da despedida: “Não tem despedida, o que se têm é o medo”. É só relaxar um pouco com a sensação de pacatismo que se é surpreendido – com a MORTE – seja de onde for. Resultado da agressão de interiores agressivos, de mentes perigosas.
Talvez não completou um ano que se foi a professora Andressa (que também foi funcionária do IBGE de Tocantinópolis, seu último emprego).O autor do crime foi um humano-desumano, doente mental (talvez), psicopata (só pode), ou do coração de ferro (considerando que nossa sensibilidade venha do coração), pessoa fria ou psicoadaptado a matar. Este indivíduo a tirou dos braços de seus sonhos e do afago de sua família. Desligou a jovem mulher que contribuía com o nosso país pelo simples fato de existir sendo uma pessoa ética.
Desde o fato da morte da professora Andressa, atentei-me a observar como se esvaíram outras vidas, tão frágeis para chegarem ao fim, tão finas como um fio de cabelo. E sabe qual é a explicação? Simplesmente não sei. O professor da UFT do curso de Ciências Sociais - Licenciatura, Antropólogo, cidadão deste município, ser humano igual á nós. Foi vítima, tão vulnerável igual á todos. O Educador Cleides Antônio Amorim, já planejava o seu doutorado, tinha sonhos... Ambição de vida, quem não tem?  
Era um sonho dentre muitos, mas que uma arma branca (faca) nas mãos de um delinqüente, com a ira, com a loucura, com o ódio, com o descontrole, com a selvageria, com o preconceito, com a intolerância, com a covardia se pôde fazer arrancar de seu peito às expectativas, os planos de um amanhã ainda melhor.
Não houve razão, havia mãos e intenção. Sem poder se despedir do professor Cleides e da professora Andressa, não contemos nossas lágrimas que inundam nossas almas, causando enchentes como estas que devastam as cidades de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. Foram vazios de sentimentos, mas com tijolos nas mãos, faca pistola, não interessa quando se tem pressa de uma vida retirar. Com certeza sem fuzil se foi o neguinho da beira-rio. Onde estará o AMOR? A falta dele (no coração do bicho homem que detinha nas mãos o poder de matar) levou o nosso professor para bem longe, onde só permanece agora o mistério e a saudade.
Se foi um mais ser humano, pelas injustiças dos maus pensamentos, hediondas idéias e terríveis intenções... Mãos “limpas”, aparelhadas ou não fazem parar de bater muitos corações. Findar a vida na velhice é coisa incerta. Muitas pessoas se foram, mais pessoas se vão, como muitas se irão pelas mãos dos criminosos.
 Com lágrimas silenciosas, com dor arrasadora que corta por dentro mais do que os punhais dos assassinos. O nosso caminho nós vamos seguindo, implorando para viver: “Ó revoltosos não nos matem. O sol é lindo, a chuva é boa, os amigos são importantes, os sonhos precisam de mais um fôlego para colorir esse mundo”.

Vidas Ceifadas...

INJUSTIÇAS não aplaudam. Vaiem!

Escrito por Dynisson Sanches, estudante do curso de Ciências Sociais da UFT em 05/01/12 ás 17h44min Tocantinópolis-To