Sonho todos os dias com a casa do estudante em Tocantinópolis e tento imaginar pessoas engajadas nesta luta. Imagino ainda, por vez ou outra, “Futuros Cientistas Sociais” debatendo este assunto com os centros acadêmicos e outras instâncias superiores. Penso também que estudante gosta de gastar energias em protestos carregando uma faixa, “botando a boca no trombone” e conseguindo muitas vitórias que só são conquistadas no grito.
Eu não sei, nunca estudei em outra universidade apenas acho que existem estudantes com este perfil de “diferentes”, revolucionários que não esperam uma próxima ditadura militar para perceberem que é uma classe de intelectuais alvos da antidemocrática.
Anseio por saber qual é o gás ou situação que faz liberar a adrenalina no corpo estudantil. Falo isso incluindo a mim, perguntando se estou esperando um líder com ideias mirabolantes, carismático que desperte os meus sentidos para a ação.
Neste mundo com tantas ideias soltas no ar, e muitas ideologias impregnadas nas pessoas, fica-se difícil semear a motivação enquanto as pessoas não estiverem libertas de preconceitos. O interesse na nossa cultura como identidade regional (e é preciso ir a uma dimensão maior, que é a identidade nacional), se acredita que é uma das portas de saída para melhor nos situarmos no tempo, fazendo com que nos percebamos como personagens da história do breve filme da vida.
Convido você a uma coisa louca, que muitos devem ter feito em algum momento, se pergunte:
O que estou fazendo aqui no mundo, na universidade e na vida? -Que loucura- Mas é assim que acontece, de vez em quando pensamos.
“Movimentar-nos-emos nós, e o movimento estudantil ganhará vida, porque a vida é movimento”.
(Escrito por Sanches Jr “Futuro Cientista Louco” das Ciências Sociais em 06/05/11 ás 06h59min da manhã

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