“The village
where I live is called laziness”
“El pueblo donde vivo se llama pereza”
Primeira pessoa. É bem aqui neste lugar perfeito/imperfeito
que se dá a loucura. A revolta. Horas de segunda a sexta. Preocupações nos
sábados e domingos. Sem total paz no feriado. Nas conversas por telefone sou
cobrado. Durante á aula é uma encheção de saco! Não conseguiram ver as horas
que dediquei lendo coisa difícil de entender. Para depois não levarem nada em
conta os esforços empreendidos?
Eles são nossos funcionários, pagos com nossos impostos e se
acham os tais. Merecem honras por terem chegado na “pós...” ou acima disso. Mas
o interessante que ainda se parecem gente, e se acham deuses. São
especializados em determinados assuntos, entretanto em outros que dominamos
muito bem, eles são umas aberrações. Então para que nos oprimir?
Espaço geográfico delimitado, um extenso lote. Com vários
prédios para designar as atividades de seus aparelhos. É aqui nesse lugar que a
história e as estórias de muitos “acontece”. Gentes que se deslocam de metros á
muitos quilômetros. Transitam por asfaltos bons e precários, por estradões de
poeiras e lamas. Deixam em casa suas famílias. Falam para os conhecidos estou
indo para á... Tornar-me um (a) erudito (a)... Um crítico... Alguém capaz
de... Fazer a “diferença”... No
trabalho... Na “sociedade”. E perguntam qual o curso que você faz? “Ah eu
curso... Serei um professor de...” Esse pessoal que se locomove: Às vezes a pé,
de ônibus, a cavalo, de bicicleta, moto, carro, barco, balsa e diversas
condições... Melhor ir ao assunto: Será que estes diversos transitantes estão
aqui por que querem fazer graça para aqueles que lhe são superiores? (pelo
menos uma porcentagem deles se acham os maiorais)
E o silêncio continua na hora dos sermões dentro do ambiente
de ensino/aprendizagem... Alguns destes oradores até usam tom de voz
complacente... (deixa só ver a hora da avaliação a boa intenção) Todos só ouvem
ninguém contesta, quem é que tem razão? Não somos “todos” irresponsáveis? Por
que você não leu? Vocês têm deficiência nisso, isso, assado e ponto beléu! Mas
e aí? É uma vida de quatro anos (geralmente para mais do que para menos), e
estamos aqui dando motivos para sorrirem da nossa cara?! Excelência?! Objetivo?!
Sonho?!
Necessidade?! Revolução?! Babaquice?! Discurso de
alunos arrogantes compactuantes e supremos?! Porventura falei de cantina de
duzentos mil? Para mim como para muitos outros, não sabemos de nada disso.
Alguém ouviu falar de cantina cara, mais absurdamente cara como os olhos da
cara? Nem mesmo sobre “casa do estudante”, “mestrado”, ou qualquer outra pretensão, que se
dissesse que seria uma conquista para os moradores da região do bico do
papagaio, e estudantes filhos da classe dos trabalhadores, que ocupam este
espaço mostrando os reflexos da realidade social.Eu?!... Sou apenas um pobre que estou vidrado no
alimento que me dão para comer. Não enxergo, além disso (internet grátis, e o
status de universitário), não consigo ver nem mesmo as mãos que me servem.
Depois de saciar minha fome... O melhor a fazer é deitar em berço esplêndido. E
o mundo que continue pegando fogo! Aceitei o rótulo: de que a atividade de
pensar, está para além de mim!
Extenso lote aparelhado com “emblema de Educação
Superior”. Pode ser o palco do ridículo, pode ser o palco das artes criticas,
pode ser o palco dos que falam gritando sem razão. Aqui também pode ser apenas
a geografia da perca de tempo! No entanto pode ser o berço dos revolucionários.
Daqueles que revolucionarão suas próprias vidas para melhor.
Não dá para perder tempo. Não devemos sair daqui
pior do que entramos. Vivemos na sociedade capitalista (oh afirmação mais...):
TEMPO é dinheiro! Eu quero mergulhar no mercado de trabalho e ter meu próprio
emprego (quem não quer?). Quero adquirir conhecimento o suficiente para me
tornar competente. E as teorias aqui estudadas para que me servem? Não é para
me tornar capaz de pensar a realidade social, pesquisar e escrever sobre a
mesma? Para que mais vale essa merda de graduação? O que mais falta aqui neste
local que tanto me incômodo, com não o sei o quê? Será que sou o único que de
vez em vez questiono o fim destes estudos, do tempo empreendido, do dinheiro
com as apostilas, de assistir as evasões dos meus colegas de curso, da
preocupação com a nota do ENADE e da insatisfação de alguns professores, e de
qual é a verdadeira leitura da realidade que não tenha por detrás de si,
interesses pretensiosos de cunho pessoal?
Não sei de nada, nadinha de nada, de nada
mesmo... Sou apenas o analfabeto com diploma do ensino médio, que estou
cumprindo o meu papel de fazer palhaçadas, e ser ignorado como vazio de ideias,
desprovido da capacidade de perceber o mundo, porquê ainda vivo no senso comum e não tenho direito de opinar. A
verdade é que estou na passividade, a vila em que moro, chama-se:
COMODISMO!!!
Por ele mesmo (Dynisson Sanches).
De manhã, na biblioteca da UFT. No dia 05/12/11

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