sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Utopias no bico

        

 

 

        No inicio do curso e até mesmo antes me fizeram acreditar que ser cientista social era ser louco por revolução e questionador da sociedade e suas relações com os indivíduos. Até agora conseguiram provar para mim o contrário, que buscar ser um intelectual que tenta mediar conhecimento e práxis para gerar revolução é ser utópico.

E qual a importância das utopias para a humanidade e até onde elas mudaram a realidade?
Pensar outra realidade política, outro comportamento do homem em suas relações com a natureza possibilitando um desenvolvimento sustentável e reflorestamento do planeta é ser utópico, se nos prendermos apenas a realidade vigente.
O que muito contemplei na academia de Ciências Sociais aqui no Tocantins foi uma constante briga egocêntrica que acontece mais em um âmbito privado em vez de discussões dos problemas e oportunidades que demandam uma análise cientifica e, um debate (dos professores) com e entre os acadêmicos. A minha esperança era de um impacto imenso do curso de Ciências Sociais aqui na região do Bico do Papagaio.
Uma das dificuldades que se evidenciou para mim, através da fala dos meus colegas estudantes de curso, é de estagiar, por falta de vagas nas escolas do município de Tocantinópolis e a locomoção para outras cidades vizinhas, pois não lhes é dado nem um auxílio financeiro para isso. Pode ser muito benéfico para as escolas receberem um estagiário das ciências sociais, quanto mais longe ela for do Campus de Tocantinópolis, a Universidade Federal Do Tocantins estará cumprindo seu papel social. Melhor ainda se fossemos estagiar em cidades mais distantes como Araguaína, Esperantina, Arraias, Palmas. Muitas escolas precisam da visita desses acadêmicos (das ciências sociais), e da ação deles de fazerem uma leitura da realidade do Estado (Tocantins), e pensar em escrever a sua história.
Se tivermos o objetivo de fazer com que os “futuros-cientistas-sociais” (como diz o professor Dr. Renato) visitem pelo menos uma escola pública de cada cidade do Tocantins, então, o problema seria invertido, para a necessidade de abrir-se mais outro curso de Ciências Sociais (em outra ponta do Estado, de preferência a 800 km daqui do Campus) para atendermos a nova demanda de escolas solicitando a contribuição dos acadêmicos.
Muitas ideias podem surgir se houver comprometimento do futuro cientista social enquanto ser intelectual individual e integrante da sociedade. 
 (Escrito por Sanches Jr. Às 15h30min do dia 06/05/2011).

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